Seu João da beira do rio

Sua barba a roçar

Ah que vontade de nadar!

Vô você que busca o sol?

Assim como o pão que traz em mão

surge o sol e minha

vontade urge

Urge o bater das asas

os pombos e passáros

mas já não ligo

digo

Me perco nas histórias

na sala, bala

de canhão e de canela

a ela, rainha da Inglaterra

mais que história fantástica

mágica!

Vó a preparar o feijão,

do chão observo o seu

andar, passear, vaguear,

pelo seu reino sempre

ameno e cheio de afazeres,

deveres

bugingangas com as quais

brincamos de gincanas e

ela, ela encana

A noite chega e posso sentir

flor de laranjeira, na beira

na beira do rio, sorrio

Seu João da Beira do rio,

sorrio…

sorrio…

sorriu e partiu.

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I see

I see

They say we’re the same

that we got the same

opportunities and help

hell not dumbass!

I see, I see white skin

I see, I see white faces

White, I see white

I feel lonely. White lonely.

Why can´t I be loved mom?

Am I too different?

They say: you got gorgeous eyes!

They say: look at this butt!

I see, I see objectification

I see, I see luxury.

But man, I just wanted to feel loved

Dot.

Siters, Brothers.

They say we’re not worthy

You feel lonely

No sister, don´t do

Your face is the memory of a past we aren’t hiding

Yeah sister, there, back then

Happiness, joy, dance

Ubuntu! Axé!

Ancestry.

They want to hide it,

they want you to forget it,

Don’t let it!

Breath, close your eyes.

Back then we were queens.

Then tears. Pain.

Oh the cotton fields!

“You won’t have me! no! no!’

Those are also memories of the unforgivable

unforgettable

unbelievable

The biggest crime in earth. Genocide

Genocide. I see. I see. Genocide.

Mike Brown, I’m sorry.

Claudia Maria, I am sorry.

Sister, I’m sorry for your son.

They say: “Hands where I can see”

They say “Shut up nigger”

I see struggle! I see…

I see, I see fight

Oh sister,

don’t turn your back to your power

Oh sister,

you’re powerful.

I see, I see you.

And now, you’re not alone.

 

Um dos meus poemas perdidos em um dos meus diários.

A volta

Quando iniciei esse blog há 2 anos esperava me reconectar com o Brasil e o português. Após 2 anos fora, um deles em que meu contato com a língua se deu muito raramente, sentia que aquilo que uma vez amei fazer tinha ficado escondida em um baú empoeirado de histórias e sonhos da minha pré-adolescência. Escrever fora parte essencial do que me tornaria então.

Volto então a colocar as mãos nesse projeto, que será agora um projeto pessoal mais amplo: palavras em português, em inglês, e em qualquer língua que me coração sinta querer se expressar. Palavras sobre tudo, tudo aquilo que me inquieta.

Estamos voltando. Voltando a uma trilha que preciso trilhar: manter-me em contato comigo, com as minhas paixões e dúvidas.